Busca  
quinta-feira, 9 de setembro de 2010 ..:: Fórum ::.. Registre-se  Login
      
 Fórum Minimizar
BuscaFórum Início
  Agregado  Fóruns Investindo no Tesouro  Notícias  Tesouro Direto ...
 Tesouro Direto reduz opções de papéis
 
 9/4/2007 10:30:42
admin
121 mensagens
5º


Tesouro Direto reduz opções de papéis
Tesouro Direto reduz opções de papéis

NTN-C, título que paga variação do IGP-M mais taxa de

juros e registra rentabilidade elevada, deixa de ser vendido

Tesouro substitui papel por título prefixado; estratégia da

instituição é reduzir risco de refinanciamento da dívida doméstica

MARIA CRISTINA FRIAS
DA REPORTAGEM LOCAL
Nem todos os papéis que constam da tabela de rentabilidade do site do Tesouro Direto podem ser comprados pelo investidor hoje.
O perfil dos títulos públicos oferecidos na internet pelo Tesouro Nacional vem mudando, acompanhando a melhor qualidade da dívida doméstica.
Por meio do Tesouro Direto, o investidor compra títulos da dívida interna sem ter de pagar taxa de administração.
Há pouco mais de um ano, em março de 2006, as NTN-Cs (Notas do Tesouro Nacional, série C), papéis com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) acrescida de juros definidos no momento da compra, ainda apareciam entre os títulos públicos disponíveis para a venda.
Atualmente, esses papéis, cujo preço flutua em função da expectativa de inflação e do comportamento da taxa básica de juros, a Selic, não podem mais ser comprados pelo investidor do Tesouro Direto.
A estratégia do Tesouro Nacional é reduzir o risco de refinanciamento. "O Tesouro tem dois objetivos para a dívida pública: reduzir o risco de mercado e da composição da dívida", diz Paulo Valle, secretário-adjunto do Tesouro Nacional.
Daí o interesse em trocar LFTs por títulos prefixados e atrelados a índices de preços, de preferência indexados ao IPCA, o índice oficial de inflação que baliza as decisões do Banco Central.
O Tesouro Nacional, entretanto, ainda recompra esses papéis, pela taxa de mercado.
As NTN-Cs têm registrado taxas de rentabilidade elevadas, principalmente nos prazos mais longos.
As Notas do Tesouro da série C com vencimento em 2017, 2021 e 2031 tiveram em março rentabilidade bruta (antes das despesas com Imposto de Renda, Imposto sobre Operações Financeiras, e taxas de agentes de custódia) de 1,77%,1,84% e 1,98%, respectivamente. A rentabilidade incorpora os cupons de juros, pagos semestralmente, no caso de NTN-C.

Prefixados
As NTN-Cs que estavam disponíveis há um ano foram substituídas por NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional, série F), que são títulos com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra.
Em março de 2006, o prazo mais longo de NTN-F oferecido era janeiro de 2010. Atualmente, há papéis à venda com vencimento em julho de 2010, janeiro de 2012, janeiro de 2014 e janeiro de 2017.
Nesses prazos mais distantes, a liqüidez é bem menor. De acordo com o IRF-M, o Índice de Renda fixa do Mercado, que mostra diariamente a distribuição da alocação de títulos prefixados, as NTN-Fs que vencem em 2014 e 2017 têm peso na carteira de apenas 1,64% e 0,67%, respectivamente.
O papel com maior peso na composição do índice é a LTN (Letra do Tesouro Nacional), com quase 15% de participação.

Dívida
No final do ano passado, a dívida pública brasileira estava em cerca de R$ 1,2 trilhão ou 45,3% do PIB (Produto Interno Bruto). A composição era de aproximadamente 36% em papéis como LTNs e NTN-Fs, 38% em títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic), as LFTs, e 23% em títulos vinculados a índices de inflação.
Até cinco anos atrás, quase 50% da dívida interna estava concentrada em LFTs, e mais de 30%, a papéis vinculados ao dólar, as NTN-Ds.

Folha de São Paulo: 09/04/2007
  Agregado  Fóruns Investindo no Tesouro  Notícias  Tesouro Direto ...

BuscaBusca  Fórum InícioFórum Início     

.   Termos de Uso  Política de Privacidade
DotNetNuke® is copyright 2002-2010 by DotNetNuke Corporation